Tem uma certa ironia no fato de o país mais apaixonado por futebol do mundo ter passado décadas proibindo suas mulheres de jogar. O Brasil, que exporta craques como outros países que exportam café, tratou por muito tempo o futebol feminino como algo que não lhe dizia respeito. Mas as mulheres brasileiras sempre tiveram um talento fora do comum para subverter o que é esperado delas – e no futebol não foi diferente.
Hoje, quando você abre um Código Promocional 1xBet Brasil para apostar em uma partida da Seleção Brasileira Feminina, pode nem imaginar o tamanho do caminho que foi percorrido para que esse jogo existisse. É uma história de resistência, genialidade e, nos últimos anos, de uma virada que ainda está acontecendo.
O Começo Que Quase Não Houve
O futebol feminino no Brasil tem raízes mais antigas do que a maioria das pessoas imagina. Há registros de partidas disputadas por mulheres ainda na década de 1920, quando o esporte começava a se popularizar pelo interior do país. Eram jogos informais, às vezes organizados como curiosidade ou atração de festa, mas eram jogos de verdade — com garra, técnica e uma vontade genuína de jogar.
O problema é que essa vontade foi sufocada oficialmente em 1941. O Decreto-Lei nº 3.199, do Estado Novo de Getúlio Vargas, proibiu expressamente a prática de esportes considerados “incompatíveis com a natureza feminina”. Futebol estava na lista. A justificativa era uma mistura de machismo médico e moral da época – diziam que o esporte poderia prejudicar a capacidade reprodutiva das mulheres, que o impacto era inadequado para o corpo feminino, que não era “próprio” para moças.
Durante quarenta anos, essa proibição vigorou. Quarenta anos. É tempo suficiente para formar três ou quatro gerações inteiras de jogadoras que nunca tiveram a chance de jogar oficialmente. O impacto disso no desenvolvimento do futebol feminino brasileiro foi enorme – e os efeitos ainda são sentidos hoje.
A Proibição Cai, Mas o Preconceito Fica
Em 1979, o Conselho Nacional de Desportos revogou a proibição. No papel, as mulheres finalmente podiam jogar futebol no Brasil. Na prática, o campo continuava repleto de obstáculos.
Não havia clubes estruturados, não havia campeonatos organizados, não havia investimento, não havia transmissão. As jogadoras que surgiam nesse período precisavam batalhar em duas frentes ao mesmo tempo: dentro de campo, para mostrar que tinham qualidade; e fora dele, para convencer família, clube e sociedade de que aquilo era legítimo.
Mesmo assim, o talento apareceu. Como sempre aparece no futebol brasileiro.

Marta e a Geração Que Mudou Tudo
Se tem um nome que define o futebol feminino brasileiro para o mundo, esse nome é Marta. Marta Vieira da Silva, nascida em Dois Riachos, Alagoas, em 1986, chegou ao futebol de uma forma que parece roteiro de filme: menina pobre, do interior nordestino, que jogava na rua com os meninos porque não havia outra opção. Foi descoberta ainda adolescente, foi para o Vasco ainda jovem, e rapidamente se tornou algo que o mundo não sabia que precisava ver.
Seis vezes melhor jogadora do mundo pela FIFA. A maior artilheira da história das Copas do Mundo – masculino ou feminino. Um ser humano que parece ter nascido com o futebol já dentro do corpo.
Mas Marta não veio do nada. Ela é o produto mais visível de uma geração que surgiu nos anos 1990 e 2000, quando o futebol feminino brasileiro começou a se organizar de verdade:
- 1983 – Primeiro Campeonato Brasileiro Feminino, ainda de forma amadora e irregular
- 1988 – Brasil participa dos Jogos Olímpicos de Seul, onde o futebol feminino estreia como modalidade
- 1991 – Primeira Copa do Mundo FIFA Feminina, na China; o Brasil participa
- 1996 – Medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta – primeiro grande resultado internacional
- 2004 e 2008 – Prata olímpica em Atenas e Pequim, com times que tinham Marta, Cristiane, Formiga e outras que se tornaram lendas
Aquela equipe olímpica de 2004 foi uma revelação para muitos brasileiros que nunca tinham prestado atenção no futebol feminino. De repente, havia um grupo de mulheres jogando um futebol bonito, técnico, emocionante – e ganhando.
O Paradoxo Brasileiro: Talento Sem Estrutura
Aqui mora uma das contradições mais frustrantes da história do esporte no país. O Brasil produziu algumas das melhores jogadoras que o mundo já viu, mas o campeonato nacional feminino é um dos menos desenvolvidos entre as grandes potências do futebol.
Enquanto a Europa investia pesado nas ligas femininas – especialmente após o crescimento explosivo da WSL inglesa, da Division 1 francesa e da Liga F espanhola – o Brasil continuou dependendo de iniciativas isoladas de clubes que tinham ou não interesse no futebol feminino.

O resultado pode ser visto nesta comparação:
| País | Liga Feminina (fundação) | Jogadoras profissionais | Audiência média |
| Estados Unidos | 2012 (NWSL) | ~300 | 6.000–9.000/jogo |
| Inglaterra | 2011 (WSL profissional) | ~200 | 7.000–15.000/jogo |
| Alemanha | 1990 (Frauen-Bundesliga) | ~180 | 3.000–8.000/jogo |
| Brasil | 2013 (Série A1) | ~150 | 1.000–4.000/jogo |
| Espanha | 2021 (profissional) | ~250 | 10.000–20.000/jogo |
O Brasil chegou tarde ao profissionalismo feminino, e isso tem consequências reais. Muitas das melhores jogadoras brasileiras passaram boa parte de suas carreiras jogando fora do país — nos EUA, na Suécia, na Espanha – justamente porque lá encontravam o que o Brasil não oferecia: salário digno, estrutura de treino e competitividade.
Formiga: O Símbolo de Uma Geração Inteira
Não dá para contar essa história sem falar de Miraildes Maciel Mota, a Formiga. Ela estreou na Seleção Brasileira em 1995, aos dezessete anos. Sua última partida pela seleção foi nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, aos quarenta e três anos. Quarenta e três anos. Em sete Copas do Mundo. Em sete edições dos Jogos Olímpicos.
Formiga não é só uma jogadora – ela é uma linha do tempo viva de tudo que o futebol feminino brasileiro viveu. Cada edição de Copa que ela jogou corresponde a um momento diferente da história do esporte no país. Ela viu a proibição vigorar quando era criança, jogou quando não havia estrutura nenhuma, e seguiu jogando até ver o cenário começar a mudar de verdade.
O Momento Atual: Avanços Reais, Caminho Ainda Longo
Nos últimos anos, algo mudou visivelmente. Alguns clubes grandes passaram a levar o futebol feminino mais a sério:
- Corinthians se tornou uma referência no país, com um time feminino que ganhou expressão nacional e internacional
- Palmeiras, Flamengo e Internacional ampliaram seus investimentos nas categorias femininas
- A CBF passou a dar mais atenção à seleção e às competições de base
- A cobertura televisiva cresceu – jogos da seleção e do campeonato brasileiro passaram a ser transmitidos com mais frequência
E o torcedor brasileiro foi junto. Partidas do Corinthians feminino chegaram a reunir dezenas de milhares de pessoas na Neo Química Arena – números que muitos clubes de futebol masculino de outros países nunca viram.
Esse crescimento também chegou ao mercado de apostas. A promoção da 1xbet para jogos do futebol feminino brasileiro é um sinal claro de que o mercado reconhece o potencial dessa modalidade. Quando uma casa de apostas começa a oferecer mercados detalhados para o Campeonato Brasileiro Feminino – e não apenas para a seleção -, isso significa que há audiência, há interesse, há movimento.
O 1xBet no Brasil é um exemplo de plataforma que acompanhou esse crescimento e passou a tratar o futebol feminino como o que ele é: esporte de alto nível, com torcida apaixonada e resultados que ninguém consegue prever com facilidade. A promoção da 1xbet voltada para eventos femininos também ajuda a popularizar ainda mais as competições, trazendo novos olhares para jogos que antes ficavam às margens da cobertura esportiva.
Quando uma casa de apostas de alcance internacional coloca o futebol feminino brasileiro no mesmo patamar de outros esportes para fins de mercado, isso tem um efeito simbólico e prático: valida a modalidade e amplia seu alcance.
O Que Vem Pela Frente
A geração que está surgindo agora nunca conheceu a proibição. Cresceu assistindo Marta, Formiga e Cristiane. Cresceu em um país onde, ainda que imperfeitamente, o futebol feminino existe, tem espaço e tem futuro.
Os desafios ainda são reais:
- Salários médios muito abaixo dos praticados no futebol masculino
- Desigualdade de investimento entre clubes grandes e pequenos
- Necessidade de mais categorias de base femininas em todo o país
- Cobertura midiática ainda irregular fora dos grandes centros
Mas a direção mudou. E no futebol brasileiro, quando a direção muda com talento de sobra para sustentar, o resultado costuma ser extraordinário.
A história do futebol feminino no Brasil é uma história de injustiça, resistência e beleza. De mulheres que jogaram na rua quando não podiam jogar em campo. Que jogaram sem salário quando deveriam ter sido profissionais. Que venceram apesar de tudo – e, ao vencer, foram mudando o tudo.
Ainda tem muito chão pela frente. Mas quem viu de onde essa história começou sabe que o que já foi construído é motivo de muito orgulho.
























